Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

Gato Pardo

Para quem conhece, vocês estão mais que vacinados. Vocês não conhecem isto? São maiores de idade? Trazem o vosso cartão de cidadão, boletim de vacinas e resgisto criminal? Não? Fantástico!!!

O desastre americano...

13.05.12publicado por Gato Pardo

Sempre tive no meu íntimo uma boa imagem da América.

Mulheres bonitas, escritores razoáveis, locais dignos de serem visitados e comida com uma capacidade calórica capaz de implodir pequenos edifícios no Bronx.

Depois apareceu o Jersey Shore.

Depois do choque inicial, continuei convicto que mesmo assim devia de haver mulheres bonitas, escritores que não os argumentistas do respectivo reality show, locais a serem visitados que não New Jersey e comida que não transforme o incauto esfomeado num ataque cardíaco ambulante.

Sexta feira destruí por completo não a imagem que tinha da América mas provavelmente qualquer probabilidade de algum dia pisar solo norte americano sem levar com um taser em cima e ser recambiado para Guantanamo.

O local? The Great American Disaster.

O nome por si só, desperta à partida o terrorista (não islâmico, que sou de São Sebastião da Pedreira...) que habita em mim. Depois, sempre tive uma paixão pelo conceito de diners. Simplesmente não sei se é de ter visto demasiado os filmes Porky's (que basicamente um adolescente via porque havia lá mamocas aos saltos de 5 em 5 segundos) ou porque...sim...Basicamente, acho que a culpa é do Porky's!

Já não era cliente do American Disaster talvez para 4 anos. Recordo-me que estive lá com um grupo de amigos e que fomos a alegria da casa.

4 anos depois eis-me de volta ao desastre americano.

O local continua giríssimo como sempre. A empregada que lá estava tinha (e espero que continue a ter, seria uma pena tê-los perdido algures) uns olhos fabulosos e a comida continua tal como me recordava. Bastante boa e sobejamente demorada. Mas era hora de almoço. Dou um desconto.

Mas se então só estou a escrever coisas boas (o que não é de todo habitual no felino), onde é que está a parte do desastre?

Bem...

Vamos colocar a coisa desta forma...

 

- Uma imitação bastante razoável do "Love me Tender" quando a minha companhia pediu um hambúrguer mal passado chamado Graceland...

- Os sorrisos estampados nos rostos das duas meninas da mesa ao lado quando abordo temas tão catedráticos como masturbação e vaginas (ou terá sido clítoris? Já nem me lembro...)

- 300 imitações pouco razoáveis do famoso "Thank you...Thank you very much" do Elvis com gestos e tudo...

- Dei a conhecer a minha intenção de roubar uma série de placas decorativas muito catitas que estavam penduradas na parede com detalhes pormenorizados...

- Reclamar constantemente pelo facto dos empregados não andarem de patins...

 

E depois, acabar o almoço a declamar Almada Negreiros numa paragem de autocarro ao mesmo tempo que fazíamos uma versão do Alfaite Lisboeta mas com placas de pontuação de 0 a 10...

Conclusões a tirar disto?

A companhia da pessoa certa tem o condão de elevar o sentido de humor a níveis estratosféricos.

Ah, e o Almada Negreiros era um visionário. Houvesse um canal por cabo de sexo na altura e o gajo estava rico...